Get your own free workspace
View
 

POLÍTICAS PÚBLICAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

Page history last edited by neila goulart 2 years, 8 months ago

 

 

UNIDADE 2:

 

 

 

 

POLÍTICAS PÚBLICAS BRASILEIRA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL E O

 

 

 

 

PROJ   ETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

 

Após ler os textos indicados pela professora da Interdisciplina de Pessoas com Necessidades Educativas Especiais, Eixo VI, fui buscar dados, na rede de ensino em que trabalho,  que contextualizassem o que está descrito tantos nas Leis, Resoluções, bem como nas Políticas para Educação Especial do Ministério da Educação. Passei a levantar dados sobre como está acontecendo à inclusão nas escolas municipais de educação infantil do município onde trabalho, e percebi, que esta ocorre de maneira tímida, mas tranquila. Na maioria das escolas o índice total de inclusão é de 1% do total de alunos (tabela 1). 

Ao aprofundar como este atendimento esta ocorrendo, percebo que para todos os casos que necessitem de redução de alunos, em virtude da necessidade exigida pelo aluno especial, esta ocorre e vem acompanhada de um educador para auxiliar o processo de escolarização e socialização deste aluno. Com isto, os relatos demonstram que a escola está melhor preparada para receber estas crianças, e de fato oferecer uma equidade de oportunidades para todos os alunos, ou seja, onde todos tenham suas especificidades atendidas. Com isto, percebe-se que a rede de Ensino onde está instituídas estas escolas, apresenta uma política de inclusão coerente com a legislação. Onde podemos citar a Resolução CNE/CEB nº 2/2001, no artigo 2º, que determina: “Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos”. (MEC/SEESP, 2001). Esta Resolução se apresenta no sentido de instituir as Diretrizes Nacionais para a educação de alunos que apresentem necessidades educacionais especiais, na Educação Básica, em todas as suas etapas e modalidades. Referindo que o atendimento escolar desses alunos terá início na educação infantil, nas creches e pré-escolas, e apontando para o direito aos serviços de atendimento especializado sempre que se fizer necessário, a partir de uma  avaliação. Também foi exposto que quase a totalidade dos alunos recebem atendimento especializados, na APAE da cidade, ou nas Salas de Integração e Recursos (SIR) da Secretaria de Educação. Vale destacar que a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), tem seu trabalho voltado para o campo do atendimento clínico promovendo a prevenção, reabilitação, habilitação inclusiva social e produtiva da pessoa com deficiência mental. Já o trabalho da SIR, visa auxiliar os alunos incluídos nas dificuldades encontradas durante sua estada na escola, uma vez que, ocorre no turno inverso da escola regular. Este atendimento educacional especializado, consta na legislação, como um apoio ao trabalho do professor, mas nunca em substituição ao trabalho de  escolarização. Assim, este deve constituir-se como um “recurso” pedagógico, a mais que o aluno especial tem para garantir uma maior acessibilidade que venha a tentar minimizar as barreiras existentes e que venha a proporcionar uma maior participação dos alunos, levando em conta suas necessidades específicas. Com isto, o atendimento educacional  especializado deve vir como um complemento/suplemento para a formação dos alunos para que estes venham a conquistar sua autonomia e independência  dentro da escola e fora dela. 

Por tanto, a educação especial se configura numa modalidade de ensino que perpassa todos os níveis e etapas da escolarização, estando incumbida de realizar o atendimento educacional especializado, disponibilizando os serviços e recursos próprios desse atendimento e orientando os alunos e seus professores quanto a sua utilização nas turmas comuns do ensino regular. 

A Constituição de 1988, Lei maior do nosso País, elegeu como fundamento de nossa República a cidadania e a dignidade da pessoa humana (art.1º, incisos II e III), como sendo um dos objetivos fundamentais para a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outra forma de discriminação (art.3º, inciso IV) ,  e traduziu em seus artigo, de maneira muito objetiva, os direitos daqueles que possuem necessidades educativas especiais, apontando para  o reconhecimento da necessidade de ações que assegurem de fato uma educação para TODOS, incluindo aqueles que historicamente são impedidos, por algum motivo, de participar do processo educacional. Definiu em seu artigo 205, a educação como um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. E diz mais no seu artigo 206, inciso I, quando estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” , como um dos princípios para o ensino e, garante, como dever do Estado, a oferta do atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208). 

Vale ressaltar que estes princípios são garantias constitucionais, e por tanto, ninguém pode ser excluídos deles, sob pena de grave ofensa à Constituição Federal, ou seja, CRIME !

 

TABELA 1

 

 

EMEIs

 

 

Nº DE ALUNOS ATENDIDOS

 

 

Nº DE EDUCADORES

 

 

NÍVEIS

ATENDIDOS

 

 

Nº DE ALUNOS

DE INCLUSÃO

 

 

 

 

DIAGNÓSTICO

 

 

RECEBE

ATENDIMENTO

ESPECIALIZADO

 

 

Mª DA GLÓRIA

 

 

135

 

 

26

 

 

B1 à P2

 

 

02

Deficiência Intelectual leve;

*Deficiência física

 

 

APAE

N. S. FÁTIMA

136

28

B2 à P2

02

Deficiência física

NÃO

CHAPEUZINHO VERMELHO

112

25

B2 à P2

02

*Síndrome de Down

APAE

MENINO JESUS

188

36

B1 À P2

01

*Síndrome de Down

APAE

CRIANÇA FELIZ

99

20

B2 à P2

01

Deficiência auditiva

FONO

 

 

GRANJINHA

 

 

143

 

 

 

 

31

 

 

B1 à P2

 

 

03

Deficiência Intelectual leve;

hidrocefalia;

Deficiência física

APAE

NATAÇÃO

FONO

FISIO

SONHO DE CRIANÇA

99

10

M1 à P2

0

-

-

BEIJA FLOR DO BOSQUE

70

10

M1 à P2

0

-

-

FADA MADRINHA

114

22

B2 à P2

0

-

-

 

 

TOTAL

 

 

1096

 

 

208

 

 

-

 

 

11

 

 

-

 

 

-

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

*  COM REDUÇÃO DE ALUNOS POR TURMA

 

 

 

 

Comments (3)

Daniela said

at 5:10 pm on May 7, 2009

Boa tarde Neila,
Você faz uma boa retomada a partir das leituras da interdisciplina. Vale atentar que os textos não foram indicados pela interdisciplina e sim, pelos professores da mesma. Também acho que você pode destacar as diferenças de atendimento oferecidas pela SIR e pela APAE, por exemplo. Isso irá enriquecer ainda mais seu relato.
Abçs,
Daniela

neila goulart said

at 11:10 pm on May 13, 2009

Olá Professora Daniela !

Obrigada pelas dicas, já providenciei as alterações. Espero que tenha ficado melhor detalhado.

Um forte abraço
Neila

Daniela said

at 11:54 am on Jun 20, 2009

Cara Neila,
Já esta bem melhor, no entanto acho que pode ficar ainda mais do ponto de vista estético. Basta você dividir um pouco mais o texto em parágrafos porque alguns estão muito longos. São sugestões de 'perfumarias' e não de conteúdo que já esta muito bom.
Abçs,
Daniela

You don't have permission to comment on this page.